Animais e plantas sobrevivem 18 meses no vácuo do espaço

Às vésperas de nos depararmos com outros planetas semelhantes à Terra, os cientistas continuam usando um conceito absolutamente impreciso.

"Vida como a conhecemos" é a expressão utilizada para se referir à possibilidade de encontrar vida em outros planetas.

À parte o fato de conhecermos muito pouco sobre a vida em si, o problema maior é que a vida presente na Terra abrange um leque tão grande de possibilidades que está se tornando cada vez mais difícil estabelecer fronteiras que delimitem as condições ambientais necessárias para sustentar a variedade de organismo vivos conhecidos.

A mais recente demonstração disso veio do experimentoExpose-E, feito pela Agência Espacial Europeia (ESA). Depois dele, talvez fosse melhor os cientistas passarem a usar o termo, bem mais razoável, "vida até onde a conhecemos."

Vida no espaço

O espaço sempre foi considerado um ambiente absolutamente hostil para os seres vivos. Para os seres humanos certamente o é.

No entanto, os pequenos organismos da experiência Expose-E, colocados na parte externa do laboratório europeu Columbus, na Estação Espacial Internacional, sobreviveram à radiação solar ultravioleta, aos raios cósmicos, ao vácuo e às variações extremas de temperatura durante 18 meses. Um certo tipo de liquen pareceu mesmo estar especialmente feliz no espaço exterior!

Na Terra, pode-se encontrar organismos vivos praticamente em qualquer lugar, desde as profundezas dos oceanos até o cume das montanhas mais altas, dos desertos extremamente secos às geleiras mais frias, das confortáveis zonas temperadas até o ambiente sem oxigênio e altamente corrosivo dos vulcões submarinos. Literalmente, há vida em toda parte – veja Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol.

Análises recentes em amostras de meteoritos marcianos apontam indícios cada vez mais convincentes de que também terá existido vida no nosso planeta vizinho – veja Meteorito revela um dos segredos da vida. Mas Marte tem sua atmosfera, e gostamos de pensar que a vida – "até onde a conhecemos", pelo menos – só gosta de viver em planetas.

Mas o novo experimento da ESA demonstra que pode haver formas de vida que sobrevivam até mesmo às condições extremas do espaço, por mais inóspitas que elas sejam para um ser humano.

Animais e plantas sobrevivem 18 meses expostos ao vácuo do espaço

O experimento Expose-E foi instalado no lado de fora do laboratório Columbus, da Estação Espacial Internacional. [Imagem: ESA/NASA]

Astrobiologia

Verificar como é que os organismos terrestres se comportam, e se sobrevivem, às condições do espaço, sempre entusiasmou os cientistas – os animais precederam o homem no espaço, e continuam sendo enviados para lá para novas pesquisas.

O interesse é tamanho que hoje esses esforços têm seu próprio campo de pesquisa, chamado astrobiologia.

"O objetivo é compreender melhor a origem, a evolução e as adaptações da vida e poder acrescentar uma base experimental às recomendações para a proteção planetária", explica René Demets, biólogo da ESA.

A experiência mais recente estava a bordo do Expose-E, levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), em Fevereiro de 2008, a bordo do ônibus espacial Atlantis, e trazido de volta pelo Discovery, em Setembro de 2009.

No total, o experimento expôs às condições do espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas, durante 18 meses contínuos.

Simulando a atmosfera de Marte

Expose-E é uma caixa do tamanho de uma mala de viagem, dividida em dois níveis com três tabuleiros de experiências, cada um com quatro espaços quadrados. Dez dessas caixas carregavam diferentes amostras biológicas e bioquímicas, separadas em pequenos compartimentos.

Dois dos três tabuleiros foram expostos diretamente ao vácuo do espaço, enquanto o terceiro continha um gás no seu interior que simulava a fina atmosfera marciana, composta basicamente por dióxido de carbono.

A janela que protegia estas "amostras marcianas" também estava equipada com um filtro óptico que imitava o espectro da radiação do Sol na superfície de Marte.

A experiência estava dividida em dois níveis com amostras similares, de forma que o nível superior esteve exposto à luz solar e o inferior permaneceu à sombra.

Um outro conjunto de experiências, quase idêntico, o Expose-R, ficou dentro da ISS, instalado no segmento russo da Estação, para funcionar como referência.

Animais e plantas sobrevivem 18 meses expostos ao vácuo do espaço

O liquen Xanthoria elegans pouco se importou com as condições inóspitas do espaço, sobrevivendo durante 18 meses. [Imagem: Wikipedia]

Liquens espaciais

As amostras no interior do Expose-E foram selecionadas por oito equipes científicas internacionais, num projeto coordenado pela Agência Espacial Alemã, a DLR.

Agora, as equipes de cientistas que prepararam as amostras começaram a publicar alguns resultados preliminares dos experimentos.

"Estes liquens de Xanthoria elegans voaram a bordo de Expose-E e são os melhores sobreviventes que conhecemos", explica Demets. Os liquens são organismos macroscópicos formados pela simbiose entre um fungo e um organismo fotossintético, em geral uma alga ou uma cianobactéria.

"Os liquens costumam ser encontrados nos lugares mais extremos da Terra. Quando são colocados num ambiente que não lhes agrada, passam para um estado latente e esperam que as condições melhorem. Devolvidos a um ambiente próprio e com um pouco de água, retornam à vida anterior," explica Demets.

Animais que sobrevivem no espaço

O fator crítico para a "vida como a conhecemos" no espaço é a água: ela vaporiza-se quase instantaneamente no vazio espacial.

Animais e plantas sobrevivem 18 meses expostos ao vácuo do espaço

Os tardígrados, ou ursos d’água, podem sobreviver sem água por 10 anos e suportar temperaturas entre -272 e +150 graus Celsius. [Imagem: Willow Gabriel/Bob Goldstein]

Só os organismos anidrobióticos, que são secos e capazes de aguentar longos períodos em condições de secura extrema, conseguem sobreviver ao espaço.

Além dos liquens, alguns outros animais e plantas também suportaram o vazio espacial: os ursos d’água ou Tardígrados, as artêmias e as larvas do díptero africano Polypedilum vanderplank são os únicos animais conhecidos capazes de sobreviver ao vazio espacial.

Algumas sementes de plantas também são suficientemente secas para sobreviver a estas condições extremas.

Mutações espaciais

Outros riscos envolvidos na exposição ao espaço são os ciclos de temperaturas extremas e a radiação.

"A radiação é um grande perigo para a vida no espaço", comenta Demets. "Os raios cósmicos são muito energéticos e ionizantes. No entanto, o mais prejudicial é a radiação ultravioleta que recebemos do Sol. Aqui na Terra, a radiação UV-C é usada em aplicações em que é necessário matar bactérias, como a esterilização de instrumentos cirúrgicos."

A longo prazo, os efeitos das partículas de alta energia, dos raios X e da radiação gama são mais importantes, já que destroem o DNA e provocam mutações genéticas.

Animais e plantas sobrevivem 18 meses expostos ao vácuo do espaço

René Demets, que também participou de um experimento anterior de menor duração, o Biopan, que confirmou a capacidade dos ursos d’água sobreviverem ao espaço. [Imagem: ESA/René Demets]

Panspermia

O fato de os organismos vivos sobreviverem às condições hostis do espaço parece apoiar a teoria da panspermia, que defende que formas de vida disseminam-se de um planeta para outro, ou até mesmo entre sistemas solares.

"As pontas soltas desta teoria estão agora na chegada ao planeta, porque nenhuma forma de vida pode sobreviver a uma reentrada numa atmosfera", explica Demets.

Será mesmo? Antes deste experimento não seria fácil encontrar cientistas que defendessem a sobrevivência desses seres que participaram do Expose-E.

"No entanto, é possível que as condições sejam mais favoráveis no interior de um meteorito. Por este motivo, estamos considerando a possibilidade de realizar uma experiência astrobiológica durante o regresso à Terra," conclui Demets.

“Ingredientes da vida” são encontrados em lua de Saturno

A sonda Cassini enviou mais dados que reforçam as suspeitas de que a lua Encélado, de Saturno, abriga um mar subterrâneo sob seu solo gelado – e um mar mais "rico" do que se imaginava.

As primeiras evidências de um mar na lua de Saturno foram publicadas em Junho do ano passado (veja Lua de Saturno pode ter oceano tão salgado quanto os da Terra), mas ainda restaram controvérsias, porque os resultados não foram confirmados por observações feitas com satélites terrestres.

Íons de água

Na última passagem pela Encélado, a sonda detectou moléculas de água com carga negativa na atmosfera do satélite.

Com estes dados, Encélado vem se juntar à Terra, a outra lua de Saturno, Titã, e aos cometas, como os corpos celestes do Sistema Solar que possuem íons com cargas negativas. E não apenas íons de água, mas também de hidrocarbonetos, o que dá novo entusiasmo aos astrobiólogos que procuram por vida fora da Terra.

Os íons negativos de oxigênio foram descobertos na ionosfera da Terra no início da era espacial. Já os íons negativos de água são encontrados na Terra onde quer que haja água em movimento, como em cachoeiras ou nas arrebentações das ondas do mar.

Com isto, os cientistas estão agora muito mais seguros de que Encélado deve conter água em estado líquido. Devido à baixa temperatura da superfície da lua, essa água deve existir na forma de oceanos abaixo da camada perene de gelo que recobre sua superfície.

Não há ondas em Encélado, mas o satélite possui uma região de grande atividade perto do seu polo sul, onde vapor de água e partículas de gelo espirram por rachaduras na superfície e são projetados para o céu a grandes altitudes.

As novas medições, feitas com o espectrômetro CAPS (Cassini Plasma Spectrometer), foram feitas quando a sonda mergulhou na névoa que cerca Encélado em um voo rasante em 2008.

Possibilidades de vida

A Cassini já detectou sódio na névoa que emerge de seus jatos, um indício dos sais dissolvidos que podem ser resultado do encontro de uma massa de água em forma líquida com as rochas abaixo desse possível oceano.

Esta observação anterior havia sido feita com um outro instrumento da sonda espacial, o CDA (Cosmic Dust Analyzer.

"Embora não seja uma surpresa que exista água lá, esses íons de vida curta representam uma evidência extra da água sob a superfície", disse Andrew Coates, da Universidade College London. "E onde há água, carbono e energia, estão presentes alguns dos ingredientes mais importantes para que haja vida," acrescentou.

Hidrocarbonetos

O instrumento CAPS encontrou não apenas íons de água carregados negativamente mas também indícios de hidrocarbonetos carregados negativamente.

Esses íons negativos de hidrocarbonetos são gigantescos, com massas até 13.800 vezes maiores do que a massa de uma molécula de hidrogênio.

Anteriormente, já foram identificados hidrocarbonetos carregados positivamente em Encélado pelo espectrômetro INMS (Ion and Neutral Mass Spectrometer).

Ingredientes da vida são encontrados em lua de Saturno

Não há ondas em Encélado, mas o satélite possui uma região de grande atividade perto do seu pólo sul, onde vapor de água e partículas de gelo espirram por rachaduras na superfície e são projetados para o céu a grandes altitudes. [Imagem: NASA/JPL/SSI]

Copa do Mundos – Reprises de Clássicos

O Canais ESPN exibem a partir de 2 de Março, "Os Clássicos dos Mundiais". São jogos históricos das Copas do Mundo que vão ao ar todas as terças-feiras, às 21h00, na ESPN. As reprises acontecem na ESPN Brasil todos os domingos depois do Bate-bola, a partir de 07/03.

Confira abaixo a lista de jogos, que serão narrados e comentados com a visão atual.

Copa de 70 Final Brasil x Itália 02/03 na ESPN e 07/03 na ESPN Brasil
Copa de 74 Brasil x Holanda 09/03 na ESPN e 14/03 na ESPN Brasil
Copa de 74 Final Alemanha x Holanda 16/03 na ESPN e 21/03 na ESPN Brasil
Copa de 78 Brasil x Argentina 23/03 na ESPN e 28/04 na ESPN Brasil
Copa de 78 Argentina x Peru 30/03 na ESPN e 04/04 na ESPN Brasil
Copa de 78 Final Argentina x Holanda 06/04 na ESPN e 11/04 na ESPN Brasil
Copa de 82 Itália x Brasil 13/04 na ESPN e 18/04 na ESPN Brasil
Copa de 86 Inglaterra x Argentina 20/04 na ESPN e 25/04 na ESPN Brasil
Copa de 86 Final Argentina x Alemanha 27/04 na ESPN e 02/05 na ESPN Brasil
Copa de 90 Itália x Argentina 04/05 na ESPN e 09/05 na ESPN Brasil
Copa de 90 Final Alemanha x Argentina 11/05 na ESPN e 16/05 na ESPN Brasil
Copa de 94 Final Brasil x Itália 18/05 na ESPN e 23/05 na ESPN Brasil
Copa de 98 Final França x Brasil 25/05 na ESPN e 30/05 na ESPN Brasil
Copa de 02 Final Brasil x Alemanha 01/06 na ESPN e 06/06 na ESPN Brasil
Copa de 06 Final França x Itália 08/06 na ESPN e 10/06 na ESPN Brasil – único que não será no domingo na ESPN Brasil.

F1 – Programação Jerez

Programação dos testes (Provisória)

Quarta-Feira, 10 de fevereiro

Jenson Button – McLaren
Nico Rosberg – Mercedes
Mark Webber – Red Bull
Fernando Alonso – Ferrari
Nico Hülkenberg – Williams
Kamui Kobayashi – BMW Sauber
Vitaly Petrov – Renault
Vitantonio Liuzzi – Force India
Sébastien Buemi – Toro Rosso
Timo Glock – Virgin

Quinta-Feira, 11 de fevereiro

Jenson Button – McLaren
Michael Schumacher – Mercedes
Mark Webber – Red Bull
Fernando Alonso – Ferrari
Nico Hülkenberg – Williams
Kamui Kobayashi – BMW Sauber
Vitaly Petrov – Renault
Vitantonio Liuzzi – Force India
Sébastien Buemi – Toro Rosso
Timo Glock – Virgin

Sexta-Feira, 12 de fevereiro

Lewis Hamilton – McLaren
Nico Rosberg – Mercedes
Sebastian Vettel – Red Bull
Felipe Massa – Ferrari
Rubens Barrichello – Williams
Pedro de la Rosa – BMW Sauber
Robert Kubica – Renault
Adrian Sutil – Force India
Jaime Alguersuari – Toro Rosso
Lucas di Grassi – Virgin

Sábado, 13 de fevereiro

Lewis Hamilton – McLaren
Michael Schumacher – Mercedes
Sebastian Vettel – Red Bull
Felipe Massa – Ferrari
Rubens Barrichello – Williams
Pedro de la Rosa – BMW Sauber
Robert Kubica – Renault
Adrian Sutil – Force India
Jaime Alguersuari – Toro Rosso
Lucas di Grassi – Virgin

F1 – Valência – Dia 3

1º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min11s470 (127 voltas)
2º. Pedro De La Rosa (ESP/Sauber Ferrari), 1min12s094 (79)
3º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min12s438 (82)
4º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), 1min12s576 (96)
5º. Jenson Button (ING/McLaren), 1min12s951 (82)
6º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), 1min13s097 (75)
7º. Nico Hulkenberg (ALE/Williams), 1min13s669 (126)

F1 – Valência – Treinos – Dia 2

1º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min11s722 (124 voltas)
2º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min12s056 (96)
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min12s256 (108)
4º. Robert Kubica (POL/Renault), 1min12s426 (119)
5º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min12s899 (119)
6º. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), 1min13s377 (102)
7º. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso), 1min13s823 (107)



F1 – Valencia – Treinos


Pos  Driver        Team                      Time      Laps
 1.  Massa         Ferrari              (B)  1:12.574  102              
 2.  de la Rosa    BMW Sauber-Ferrari   (B)  1:12.784   74                
 3.  M.Schumacher  Mercedes GP          (B)  1:12.947   40                
 4.  Rosberg       Mercedes GP          (B)  1:13.543   39                
 5.  Paffett       McLaren-Mercedes     (B)  1:13.846   86                
 6.  Barrichello   Williams-Cosworth    (B)  1:14.449   75                
 7.  Buemi         Toro Rosso-Ferrari   (B)  1:14.762   18                
 8.  Kubica        Renault              (B)  1:15.000   69                 

All Timing Unofficial

sola constans in vita res mutatio est