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Hackers invadem o CCleaner e colocam 2,2 milhões de usuários em risco

Até mesmo os aplicativos que deveriam nos proteger podem acabar se voltando contra nós. A Piriform, desenvolvedora do CCleaner, confirmou que uma invasão pode ter colocado seus usuários em risco durante o mês de agosto, com o software de limpeza e otimização de computadores tendo sido injetado com aplicações para controle remoto de máquinas.

Pior de tudo, a versão maliciosa era servida aos usuários a partir de servidores oficiais, o que indica que os criminosos tiveram acesso a pelo menos um computador, com acesso privilegiado, dentro da rede da desenvolvedora. Ao fazerem isso, publicaram uma versão do CCleaner que funcionava como deveria, mas, de forma imperceptível ao usuário, também instalava soluções de roubo de dados e acesso aos computadores à distância.

O ataque atingiu a versão do aplicativo para PC, tanto em sua versão local quando em uma dedicada para dispositivos da nuvem. De acordo com a Piriform, cerca de 2,27 milhões de pessoas baixaram a atualização de agosto do CCleaner, versão 5.33.6162, enquanto outros cinco mil instalaram a edição Cloud da plataforma, versão 1.07.3191, ambas maliciosas.

A brecha foi descoberta no início de setembro pela Avast, que é dona da Piriform, e, na mesma data, os servidores comprometidos foram completamente fechados. Uma versão atualizada e limpa foi liberada três dias depois. Entretanto, o CCleaner não é um software de atualização automática, portanto a empresa avisa aos usuários para realizarem o download da edição mais recente, garantindo que os malwares não estarão mais ativos em suas máquinas.

O pesquisador Craig Williams, de um time de segurança da Cisco que também trabalhou na descoberta e resolução da ameaça, comparou o ataque ao CCleaner àquele que aconteceu há alguns meses com o malware NotPetya. Ele citou a ameaça como sofisticada, não apenas pelo fato de os malwares passarem despercebidos para os usuários, mas também por estarem sendo distribuídos a partir de servidores legítimos, o que garantia confiabilidade por parte das futuras vítimas.

Segundo o especialista, a ameaça foi localizada em um estágio inicial e não teria sido usada para mais ataques, apesar do alto índice de infecção. O malware tentaria fazer com que os computadores infectados se conectassem de maneira oculta a certas páginas online, de forma a baixar novos softwares de rastreamento, obtenção de dados ou acesso remoto. Entretanto, quando foi descoberto, ainda estava em uma fase de coleta de informações e implementação, tendo sido bloqueado antes de começar a agir.

Além disso, a Piriform disse estar trabalhando com as autoridades americanas e obteve o controle de uma infraestrutura de servidores nos Estados Unidos para onde o tráfego infectado do programa seria redirecionado. Mais uma vez, a empresa afirma que nenhuma ação foi realizada antes da descoberta, garantindo que mesmo os usuários que baixaram a versão infectada não tiveram suas informações, dados e outros recursos comprometidos.

Fonte: Reuters

TRAPPIST-1 e seus planetas. Branca (bronzada na verdade) de neve e seus sete anões ?

Sete terras

Astrônomos descobriram um sistema com sete planetas do tamanho da Terra a um pulinho daqui em termos astronômicos – apenas 40 anos-luz de distância.

Usando telescópios no espaço e no solo, os exoplanetas foram todos detectados pela técnica do trânsito planetário, quando passavam em frente da sua estrela progenitora, a estrela anã superfria chamada TRAPPIST-1 – o nome é uma referência ao telescópio usado para descobri-la, o Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope.

Três dos planetas situam-se na zona habitável da estrela, com possibilidade de água líquida na superfície, aumentando a possibilidade deste sistema planetário conter vida – nunca tantos planetas promissores haviam sido identificados ao redor de uma única estrela. Os sete pequenos planetas, por enquanto, estão sendo chamados de TRAPPIST-1b, c, d, e, f, g, h – por ordem crescente de distância da estrela.

Os astrônomos utilizaram o telescópio TRAPPIST-Sul instalado no Observatório de La Silla do ESO, o VLT situado no Paranal e o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, além de outros telescópios em todo o mundo para confirmar a existência dos sete planetas – não está descartada a possibilidade da existência de outros planetas no sistema.

“Trata-se de um sistema planetário extraordinário – não apenas por termos encontrado tantos planetas, mas porque todos eles são surpreendentemente parecidos com a Terra em termos de tamanho!” comemorou Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica.

Estrela TRAPPIST-1

Com apenas 8% da massa do Sol, a TRAPPIST-1 é muito pequena em termos estelares, apenas um pouco maior que o planeta Júpiter. Por isso, apesar de se encontrar próxima de nós, na constelação de Aquário, ela é muito fraca para ser vista a olho nu. Para os telescópios, por outro lado, isto é uma ótima notícia, já que eles não são tão ofuscados pelo brilho como ocorre na observação de estrelas mais brilhantes.

“A energia emitida por estrelas anãs como a TRAPPIST-1 é muito menor do que a liberada pelo nosso Sol e por isso os planetas têm que ocupar órbitas muito mais próximas da estrela do que as que observamos no Sistema Solar para poderem ter água na superfície. Felizmente, parece que este tipo de configuração compacta é exatamente o que observamos em torno de TRAPPIST-1!” disse Amaury Triaud, coautor da descoberta.

Desta forma, o sistema se parece muito mais com Júpiter e suas luas do que com o Sistema Solar inteiro. As órbitas dos planetas não são muito maiores que as apresentadas pelo sistema de satélites galileanos situado em torno de Júpiter, sendo muito menores que a órbita de Mercúrio no Sistema Solar.

A equipe determinou que todos os planetas no sistema são semelhantes à Terra e a Vênus em termos de tamanho, ou ligeiramente menores. As medições de densidade sugerem que pelo menos os seis planetas mais internos têm provavelmente uma composição rochosa.

Zona habitável

O pequeno tamanho da TRAPPIST-1, assim como a sua temperatura baixa, significam que a emissão de energia dirigida aos seus planetas é semelhante à recebida pelos planetas internos do nosso Sistema Solar; os planetas TRAPPIST-1c, d, f recebem quantidades de energia comparáveis às que os planetas Vênus, Terra e Marte, respectivamente, recebem do Sol.

Os sete planetas podem potencialmente conter água líquida em sua superfície, apesar de as distâncias orbitais tornarem alguns candidatos mais prováveis a esta condição do que outros. Os modelos climáticos sugerem que os planetas mais internos, TRAPPIST-1b, c, d, são provavelmente muito quentes para possuírem água líquida, exceto talvez numa pequena fração das suas superfícies. A distância orbital do planeta mais exterior do sistema, TRAPPIST-1h, ainda não foi confirmada, embora ele pareça encontrar-se muito afastado e frio para poder conter água líquida – assumindo que não ocorra nenhum processo de aquecimento alternativo.

Já os planetas TRAPPIST-1e, f, g representam o “santo graal” para os astrônomos que procuram planetas, uma vez que orbitam na zona habitável da estrela e poderão conter água em suas superfícies.

Fonte : Inovação Tecnológica